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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Agarre a oportunidade!


Quantas pessoas você já evangelizou? Se esta tem sido uma prática constante na sua vida, por certo já deve ter se deparado com a seguinte argumentação: “Quando estiver mais velho, irei para igreja. Me converterei quando já tiver aproveitado toda a vida.” Algumas pessoas acreditam que algum dia também crerão, mas logo antes de morrer.
A verdade é que estamos diante de pessoas que não desejam entregar o melhor de suas vidas a Deus. Recusam o Evangelho pensando que terão diversas oportunidades para tomarem uma decisão. Querem entregar a sua vitalidade, força e energia aos prazeres da carne e seus ossos envelhecidos a causa de Deus.
Certa vez ao evangelizar um rapaz, ele me disse que quando estivesse morrendo, na UTI, aceitaria a Cristo. E por incrível que pareça, ele usou uma base bíblica. Afirmou que o ladrão na cruz fez exatamente assim, e por isso pretendia seguir seus passos. Ele afirmou que o ladrão estará no céu, assim como todos os que aceitaram a Cristo na infância.
Naquele momento fiquei pasmo com aquela resposta. Só consegui dizer que ele não sabia quanto tempo ainda tinha de vida. E questioná-lo a respeito do fim trágico do ladrão. Lembro-me de ter dito: O céu do ladrão tu queres, mas a cruz no Gólgota nem passa por tua cabeça não é?
Hoje eu desenvolveria um pouco mais a minha resposta no que se refere ao ladrão na cruz. Warren Wiersbe observa que “o ladrão não foi salvo na última oportunidade, e sim na primeira. Ele não estava presente quando Jesus transformou água em vinho nem quando Jesus acalmou a tempestade ou alimentou as multidões. Não ouviu o Sermão do Monte nem as palavras que Cristo disse ao paralítico: "Os seus pecados estão perdoados". Aquela foi a pri­meira e última oportunidade para acreditar em Cristo.” E ele agarrou com “unhas e dentes”.
Sendo assim, é errado fazer uma analogia com o ladrão. Por favor, abandone este tipo de desculpa. Se você recebeu uma oportunidade de se render a Cristo hoje, se arrependa de seus pecados e confesse a Cristo como único e suficiente Salvador. Não perca esta oportunidade, pois você pode não ter outra!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Quer andar sobre as águas? DESÇA DO BARCO.


 

E ele (Jesus) disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Mt.14:29
Quero tentar te mostrar uma perspectiva um pouco diferente desta história. Normalmente atentamos para o momento em que Pedro afundou. Nos focamos na sua pequenina fé. Não quero nem por um momento, menosprezar esta verdade e este foco. Desejo apenas te apresentar um Pedro que talvez você ainda não tenha notado. Que Deus te abençoe e desafie durante a leitura deste Post.
Não sei se você já notou, mas só existem duas pessoas registradas nas Escrituras que andaram sobre as águas. O Senhor Jesus Cristo e um homem tão pecador, frágil e debilitado quanto nós. O diferencial deste homem em relação a muitos de nós é que ele era ousado, audaz e corajoso.

Este homem que tinha por nome Simão Pedro, foi o único, preste bem atenção, o único dentre os doze do barquinho que teve a inesquecível experiência de andar com Jesus sobre as águas. O único homem na história que podia afirmar que um dia viu seu corpo vencer a lei da gravidade. O único homem que sentiu seus pés tocarem o sobrenatural. Pedro viu a natureza lançar o tapete vermelho para ele desfilar. Pedro foi o único homem que experimentou o poder de Deus na sua vida de maneira muito especial. O único homem que aprendeu por experiência própria que não há limites para o poder de Deus. Mas sabe por que ele pode vivenciar este momento tão inesquecível? Porque Pedro não se conformou.

As ondas sacudiam o barco, muito vento, frio, noite densa, muita escuridão e algo se aproximando vindo sobre as águas. Não é a toa que o texto nos diz que eles estavam aterrados. Estavam tomados de medo a ponto de gritar. Agora imaginem a cena: doze homens barbados, adultos, pais de família, acostumados com o mar, e mesmo assim, estavam a gritar desesperadamente como crianças apavoradas.

Eu imagino todos abraçados fortemente. Fechando os olhos e não querendo se mover do lugar. Mexer um membro do corpo sequer. Paralisados de terror. Notem que todos estavam no mesmo barquinho, sentindo a força dos mesmos ventos, sofrendo com a mesma tempestades e aterrorizados com o mesmo medo. Mas em meio a todo aquele caos, só um homem parece ter ouvido a voz do Senhor. Só um homem mostrou ímpeto no meio da tribulação.

Pedro acreditou que Cristo podia sustentá-lo, por isso começou a descer do barco. Lembre-se que a água estava muito agitada, o vento ainda soprava muito forte e a água era fria. Curiosamente, Cristo ainda não tinha feito cessar a tempestade. Se já estava difícil sobreviver dentro do barco, imagine agora na água agitada. Pedro mesmo com muito medo, deixou seu ímpeto prevalecer. Ele firmou seus pés sobre as águas e ficou de pé. Que experiência fantástica! Ele desceu do barco confiando no chamado de Cristo, “vem”.

Havia riscos e perigos em descer do barco. A situação para Pedro poderia piorar muito. Atente que Pedro deixou para trás os outros onze discípulos. Pedro avançou, mesmo contra todas as probabilidades existentes. Pedro avançou mesmo que seu íntimo dissesse que era loucura. Pedro avançou mesmo que em sua experiência como pescador profissional nunca tivesse visto tal proeza. Pedro avançou mesmo tendo que largar tudo o que o apoiava. Pedro avançou mesmo que seu coração estivesse repleto de medo. Pedro avançou mesmo que os outros apóstolos não o quisessem largar. Pedro teve coragem, ousadia e intrepidez.

É importante entender que coragem não é a falta de medo. Porque se você não tiver medo, a coragem perde sua função. Coragem é agir mesmo na presença do medo. Não permita que o medo te paralise. Não permita que o medo roube de você a chance de contemplar o sobrenatural. Não permita que o medo seja tão grande em seu coração que bloquei a tua visão para o maravilhoso poder de Deus. Não deixe de ter uma experiência única com Deus. Quer andar sobre as águas? Quer ter uma experiência inesquecível ?

DESÇA URGENTEMENTE DO BARCO.
Sou devedor ao missionário Timóteo Reiner que me despertou para esta temática a muitos anos atrás.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O poder da oração em meio a aflição



L.23:34  Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...

A oração sempre foi marcante na vida do Senhor Jesus Cristo. Quem não lembra dos momentos agonizantes do Getsêmane? E o que dizer das orações na cruz? Após um longo percurso no calvário, Jesus finalmente chega ao Gólgota e pronuncia sete frases que ficaram conhecidas na história como as 7 palavras da cruz.
É fato que naquele ponto da vida de Cristo, Ele já havia ensinado muito. Já tinha dado muitas instruções aos seus discípulos. Mas Cristo ainda tinha algo a mais para revelar. Ainda existiam verdades que precisam ser ensinadas, e elas só poderiam alcançar sua força máxima quando fossem ensinadas da cruz, pois a dor tem o poder de dar novas cores e sentidos às palavras.

Jesus Cristo pregado no madeiro nos ensina o poder da oração em meio à aflição. Normalmente os momentos difíceis, que envolve a dor, a decepção e a tristeza têm a força de nos afastar de Deus. A nossa comunhão com Deus é tão frágil, que basta apenas um probleminha e já somos completamente abalados. A fé oscila, a oração cessa, a leitura da bíblia interrompe e a comunhão com os irmãos desaparece.

Se fossemos classificar historicamente o momento menos propício para alguém se dirigir a Deus, este seria a cruz. Se pensássemos no momento de mais miséria, mais ultrajante, humilhante e sofrido que alguém já passou, este momento certamente seria a cruz. Se pensássemos na maior injustiça que um ser humano já foi acometido, temos que fazer uma parada obrigatória na cruz.

O monte da caveira era indiscutivelmente o  lugar mais propício para Jesus olhar para sua situação e blasfemar contra o Pai. Se afastar do Pai. Ter raiva do Pai. Não querer “papo” com Deus. Mas o que vemos Jesus Cristo a fazer? Jesus contrariando todas as nossas expectativas humanas, estava a orar. Estava a buscar a face do pai em oração. Que lição grandiosa. Estamos diante de oração em meio a aflição.

Note que no versículo citado acima, a primeira palavra que aparece nos lábios de Cristo é um termo fraterno - “Pai”. O uso desta expressão, “Pai”, naqueles momentos tão difíceis revelava plena comunhão, intimidade e dependência.

Jesus tinha tudo para está desolado naquele momento. Sentindo-se completamente sozinho, longe de Deus. Tinha sido abandonado pelos seus discípulos, traído por Judas, negado por Pedro, abandonado por todos. Sentia dores físicas brutais. Decepção, tristeza e aflição.

Mas precisamos notar que nenhum destes itens citados foi suficiente para afastar Jesus do Pai. Cristo tinha certeza, tinha a convicção de que nada poderia levá-lo para longe da presença do Pai. E era justamente esta comunhão com o Pai que trazia segurança ao seu coração naqueles momentos. Era justamente a certeza de que tudo estava subordinado a vontade amorosa do Pai que o tranquilizava.       

Jesus, preso a uma cruz, continua a chamar a Deus de Pai. Jesus Cristo estava com uma coroa de espinhos em sua cabeça, com a fronte ensanguentada. Pulsos presos com grandes pregos, dor intensa. Mas todo aquele sofrimento não foi capaz de impedir que Cristo visse a face do pai. Que Cristo o considerasse como Pai. O sofrimento não foi capaz de tirar de Jesus a segurança decorrente da intimidade com o  Pai.

Precisamos aprender que a dor do Senhor Jesus não o impediu de orar. O sofrimento não o impossibilitou de orar. Jesus nos ensina que nem mesmo a pior tribulação deve fazer cessar a nossa oração. Deve nos afastar do Pai. Nada, nada, nada deve quebrar nossa comunhão com Deus.

Infelizmente a dor tem conseguido muitas vitórias na nossa vida. É incrível a capacidade dela de encher os nossos corações de dúvidas. Será que Deus está presente? Será que Deus me ama? Será que Deus se importa comigo? Será que Deus me abandonou?  O desânimo começa, o desinteresse pelas coisas espirituais e o desespero.

Não cometa este grande erro. Não conceda espaço para as dúvidas e os ataques de Satanás.  Pare só por um instante e ore, pois a oração nos permite escutar a voz de Deus a falar: Meu Filho, filhinha eu estou aqui. Eu estou cuidando de você. Eu não te abandonei. Tudo está sob meu controle. Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. (Isaías 41:10)  Busca minha face, na certeza que eu me importo contigo.  
Lembre-se: Haja o que houver, você sempre terá o recurso da oração em meio a aflição.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Só acredito vendo! 2

Na publicação anterior falamos de dúvidas e incertezas que são inerentes às coisas preciosas e importantes da vida. Também falamos que esta expressão, "só acredito vendo" é fruto da nossa herança cultural e da arrogância humana. O homem ainda continua acreditando que é a "medida de todas as coisas". Que pode decidir se Deus existe ou não.

O que mais me impressiona é que podemos achar este mesmo ceticismo em relação a Jesus Cristo no próprio Novo Testamento. E o mais desnorteante é que estas incertezas estão sendo proferidas por um apóstolo, ou seja, homens que presenciaram e viram de perto as obras e milagres realizados por Jesus. Este homem que não é fruto das ideias racionalistas, pois viveu no século I, se chama Tomé. Este discípulo de Cristo afirmou: "Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei." Jo.20:25

Ele não conseguia crer que Cristo havia ressuscitado. Quando as pessoas lhe contaram, ele simplesmente foi sincero e disse: "Não acredito!", ou, "Só acredito vendo!" Deus poderia tê-lo deixado incrédulo, mas a misericórdia de Deus foi plenamente evidenciada. Depois de passados 8 dias, Jesus aparece para Tomé e o diálogo entre eles foi o seguinte: "Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!" Jo.20:26-28.

O desejo de Tomé foi satisfeito, ele viu a Deus na pessoa do Filho. Note que ele reconhece que Jesus é Deus. Alguns grupos como os "Testemunhas de Jeová" têm grande dificuldade em aceitar esta declaração de Tomé literalmente. Eles afirmam que as palavras do apóstolo não passam de uma exclamação de pura surpresa: "Meu Senhor!" "Meu Deus!" Mas é difícil aceitar esta interpretação com seriedade. Significaria que a primeira reação de Tomé, ao ver e ser convidado a tocar o Jesus ressuscitado, era blasfêmia. É inconcebível que um judeu piedoso como Tomé usaria, em seus lábios, a palavra "Deus" como uma exclamação profana. E o pior é que Jesus ainda teria aprovado tal blasfêmia, visto que aprovou as palavras de Tomé no versículo seguinte. Este tipo de exclamação usando a palavra "Deus" era algo inimaginável naquela época. Lembre-se que os judeus jamais falavam o nome de Deus em vão. Usar o nome de Deus como usamos banalmente hoje era arriscar a própria vida. "Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. (Ex.20:7) Além de falta de conhecimento cultural, ainda temos um problema exegético. O texto afirma: Senhor meu e Deus meu! Esta pequena palavra "e" torna impossível esta interpretação.

Fato é que Tome reconheceu Jesus como Deus, mas você pode está afirmando: "Se Cristo aparecesse também para mim eu acreditaria! Para encerrar este post, deixe-me te apresentar o final do diálogo entre Tomé e Cristo.
"Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram." Jo.20:29. Aqui nós temos uma exortação a Tomé. Sinta-se também exortado. Podemos neste momento vê a cabeça de Cristo a balançar negativamente em desaprovação e dizer: Não meu filho! Você é alguém que afirma que só acredita vendo? Deixe-me te dizer algo: Tem uma vida mais feliz aquele que não precisa vê com olhos físicos. É mais feliz aquele que consegue perceber com os olhos do coração. Meu filho tenha fé e achará o descanso e a felicidade!

terça-feira, 13 de março de 2012

Só acredito vendo!

Não é incomum encontrar esta máxima na boca de céticos. "Tenho que ver para crer!", "só acredito vendo com estes dois olhos que a terra há de comer". Estas são frases de efeito que declaram uma filosofia de vida que talvez muitas pessoas nem saibam. Somos frutos de uma sociedade industrializada e amante da metologia do trabalho científico. Nosso coração é carregado do que a Filosofia classifica como Naturalismo ou Empirismo. Para que eu acredite em algo ou em alguém é preciso haver provas incontestáveis. Eu preciso me certificar com 100% de certeza que algo é verdadeiro para que eu possa aderir e confiar. Algumas perguntas se fazem relevantes a esta altura: Você tem certeza do amor desinteressado de sua esposa ou marido? Você pode medir este sentimento, assim como 1 + 1 é igual a 2, ou você aceita e confia? Você tem certeza de que você possui algum valor, mesmo sendo apenas mais um dentre mais de 6 bilhões de pessoas? Você pode provar experimentalmente? Você tem certeza da sua missão nesta vida, do porquê de sua existência? Pode provar com alguma fórmula matemática? Você tem certeza de que se você morrer acabou tudo, que não haverá realmente um julgamento, um ceú e um inferno? Quais são as suas bases para defender esta tese categoricamente? Você tem certeza que existirá um amanhã para você? Você tem certeza que acordará amanhã cedinho? Você tem certeza que alcançará os seus alvos? Você tem certeza absoluta que não existe um Deus?

A verdade é que não temos como postular teses, paradigmas ou certezas indubtáveis para as perguntas mais cruciais da vida. Você tem certeza de várias coisas, mais se for parar um pouco para pensar, os objetos de nossas certezas são sempre sem grande valor. Que diferença faz saber que 1 + 1 é 2? Que diferença faz saber com ceretza que o céu é azul? Que diferença faz saber absolutamente que seu gato se chama Rodolfo? Isto é importante, mas não é essencial. Compare esta certeza, com a certeza do amor do seu conjuge ou com o amor de Deus por você.

Preste bem atenção: As verdades que realmente importam, as que realmente fazem diferença naas nossas vidas, as que realmente são valiosas, são todas encobertas por incertezas e dúvidas. É para todas estas verdades é preciso fé. O grande problema do homem é querer ter todas as coisas sob controle, inclusive a existência de Deus.

"Um antigo imperador pagão visitou um rabino chamado Ben Hananias e exigiu que este lhe mostrasse Deus. O Rabino respondeu que o pedido era impossível de atender. Não querendo ser ignorado, (algo típico da arrogância humana) o imperador insistiu e bradou: se nao vir também não crerei! Ben Hananias levou o imperador ao meio-dia para fora do templo e pediu-lhe que olhasse por alguns segundos para o sol. "Isto é impossível!", protestou o imperador. O rabino respondeu que, se o imperador não podia nem mesmo encarar o brilho do sol, como poderia contemplar Deus em toda a sua glória?